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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Entrevista com Celso Mendes



UE – Hoje entrevisto Celso Mendes, autor do livro Trajetórias, editado por nós.
É prazer e honra estar com você, Celso!

UE – 01. O que te levou a editar?
CM – Escrever um livro sempre foi um sonho, mas distante. A oportunidade de começar a postar em comunidades da Internet foi um grande passo, uma escola onde pude praticar, aprender e aperfeiçoar meus textos. Após alguns meses de postagem, com incentivo de amigos (aqui uma especial influência do Cesar Veneziani) e de minha família e com a abertura dada pela Editora Utopia, este sonho acabou se realizando bem mais cedo que planejava.

UE – 02. Foi difícil editar?
CM – Bem mais fácil do que imaginava. Tive um bom apoio e orientação da editora e as coisas fluíram sem problemas.

UE – 03. Na apresentação de seu livro coloca uma frase onde afirma não ser escritor, acredita nela?
CM – Sou médico. É a minha profissão. Escrever foi um hobby que comecei a colocar em prática há pouco mais de um ano, quando fui convidado a participar do BDE, comunidade de escritores da internet. Se publiquei um livro, posso agora me considerar escritor? Ainda não sei...

UE – 04. A sua profissão é muito interessante, pensa em escrever crônicas a respeito?
CM – Talvez um dia explore esse lado sim. Há muita coisa interessante para falar sobre o tema, principalmente na minha especialidade (pediatria) onde vivencio a ansiedade de famílias em torno da saúde dos filhos, que gerariam textos de trágicos a cômicos certamente.

UE – 05. Traz um estilo leve e muito musical em sua poesia, tem alguma influência musical?
CM – Adoro música. Sou bastante eclético, mas trago da infância e adolescência a influência principal do rock. Passei minha adolescência ao lado do rock progressivo de Pink Floyd, Gênesis, Yes e Cia Ltda, além de várias outras vertentes musicais também, inclusive de MPB.

UE – 06. Citaria algum escritor da atualidade que admira?
CM – Admiro muitos, evidentemente. Entre os que estão entre nós ainda farei duas menções que me vieram de imediato à mente:
Manoel de Barros e Luís Fernando Veríssimo.

UE – 07. Acha que a internet serve como ferramenta para novos escritores?
CM – Claro. Afinal, graças a ela pude publicar esse livro. Evidentemente que temos que separar o joio do trigo, pois internet é território livre e se vê de tudo nesse território.

UE – 08. Tem blog?
CM – Já tive e desativei. Já perco mais tempo que deveria, pela correria de minha profissão, na internet. Mas pretendo voltar a criar um...

UE – 09. O que tem na sua mesa de cabeceira, o que está lendo?
CM – Semana passada recebi: Almas Costuradas, do Ruy Villani e estou me deliciando com ele no momento.


UE – 10. Tem alguma influência literária?
CM – Várias. Mas sempre gosto de citar quem me fez interessar por literatura ainda criança: Monteiro Lobato. Entre poetas não há como não citar Drummond, Bandeira, Leminski, Manoel de Barros e Quintana, entre tantos outros gênios de nossa literatura.

UE – 11. Há quanto tempo escreve?
CM – Sempre gostei de escrever. Mas como atividade regular e de criação, após entrar no BDE, há pouco mais de um ano. Ainda assim como hobby e distração apenas. Mas é uma coisa que vicia, então continuo, apesar do pouco tempo disponível.

UE – 12. Gosta de sua literatura ou ainda se sente inseguro?
CM – Acho que adquiri uma certa maturidade e com ela mais segurança. Mas estou muito longe ainda de me considerar um escritor que dispense qualquer crítica. Ainda preciso delas pois sou um aprendiz. Estou mais exigente comigo mesmo, até por isso talvez tenha diminuído a freqüência de postagens nas comunidades. Mas estou satisfeito com o resultado obtido em vários textos que criei sim. Releio alguns às vezes e não tem como não sentir uma satisfação meio narcisista. Afinal quem não gosta de suas crias! Mas também reconheço que já escrevi muita porcaria descartável.

UE –13. O que te impulsiona à escrita?
CM – Sempre fui calado e tímido. Sempre consegui me expressar melhor escrevendo do que conversando com alguém. Escrever permite me expressar com outros e comigo mesmo; desnudar-me; descobrir meus próprios segredos. É uma terapia.

UE – 14. Onde encontrar seu livro?

CM – Por enquanto estou disponibilizando-o apenas em pedidos via e-mail: é só escrever para acelsom@gmail.com mandando um endereço para onde eu possa enviar o livro e passo os dados para depósito em conta corrente. (R$ 15,00 pessoalmente e a R$ 17,00 pelo correio)

UE – Obrigada pela confiança, meu querido!

Um comentário:

P. Treuffar disse...

Parabens pelo livro e pela entrevista. Sorte pra ti.

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