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terça-feira, 22 de março de 2011

Ganhadores do I Prêmio Utopia de Literatura

Pessoas,
como o estabelecido em edital seguem os ganhadores do I Prêmio Utopia de Literatura:
* Prosa:
Isac Mhossad (pseudônimo) Rodrigo Domit
Colcha de retalhos (título do livro)
.
*Poesia
Maria Mariana (pseudônimo) Lena Ferreira
Entre sonho, poesia (título do livro)

Parabéns aos ganhadores!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aceito doações de cápsulas para poesias





e se souber onde consigo adquirir deixe um recado em meu e-mail:
larissapin@hotmail.com

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre Juliano Guerra























O amigo do ornitorrinco dispensa apresentação, dono de uma prosa atual e encantadora está entre os notáveis desse espaço. O escritor constrói prosa com uma habilidade invejável, imprimindo o cotidiano de maneira simples e costurando-o com conflitos existencialistas profundos.

um de seus espaços:
http://www.germinaliteratura.com.br/2008/juliano_guerra.htm

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sobre Rodrigo Domit



















É um escritor enxuto, adepto dos pequenos textos. Tiro curto como ele mesmo os denomina. Tem a capacidade de imprimir grandes pensamentos e ideologias em pequenas prosas. Quando se atreve aos mais extensos não decepciona, escreve-os com a mesma intensidade crítica.

seu blog:
http://tirocurto.blogspot.com/

domingo, 2 de maio de 2010

Sobre Rafael Nolli























O poeta panfletário. Consegue passar suas mensagens com visão revolucionária, sem perder o foco retórico. Tem como tema central a realidade social e discorre sobre ela sem perder em nada a qualidade poética.

seu blog:
http://rafaelnolli.blogspot.com/

sábado, 1 de maio de 2010

Sobre Ruy Villani

É a convergência de toda sonoridade em prosa. É alaúde de valsas e boleros feito poesia. É a escrita acompanhada de amigos, boa bebida e um violão, ou seja, escrita de Ruy é confraternização!
Barulhinho bom e garantia de bons sentimentos é a escrita desse meu querido!

seu blog:
www.suldoibira.blogspot.com

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sobre Malu Sant’Anna e Agatha

É uma escritora que costura a sonoridade da prosa com o verso, contemporânea e maternal. Talvez por estar tocada, influenciada pela gravidez e nascimento de Helena.
Já Agatha é sua parte incandescente, viril, rubra. A ruiva é sensual e debochada, usa conflitos para destilar seus versos feito veneno.

seu blog:
http://malu-santanna.blogspot.com/

blog de Agatha:
http://minhasintumescencias.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sobre Múcio Góes






















É o poeta mais lúdico que tenho contato. Trabalha semiótica como poucos, de escrita simples e despojada, reúne a forma e o signo de maneira sonora e bonita de se ler. Um caso de identificação instantânea e tem um estilo que nunca cairá de moda.

seu blog:
http://www.traversuras.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sobre Flávia Perez






















É um dos casos que o escrito vem com DNA da autora. Chama a atenção seu estilo eriçado, despojado, sensual (e porque não erótico rasgado). Não se prende nas amarras sociais que impedem uma mulher de ter a boca suja e deflorar-se escancarada e despudorada em poemas fortes de cunho altamente feminino. Engana-se quem pensa que é só isso, ela esconde críticas e veneno em suas palavras adocicadas.

seu blog:
http://tudoqpuderbyblabla.blogspot.com/

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre Cesar Veneziani






















Vejo uma gama de estilos nesse escritor, tem a mobilidade de fazer ótimas traduções poéticas, tem sensibilidade quase feminina para os detalhes. Tem linearidade nas composições, quem tem o livro Asas entende do que estou falando. Sabe escandir, metrificar, rimar e ensina com a paciência de mestre. Verseja com sentimentos próprios e se derrama em versos propositalmente entregues. Não vejo como não passar minha admiração pessoal para essa análise, dito que é fato que todos sabem que ele é meu amigo e conselheiro de longa data.

seu blog:
http://cesarveneziani.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre Ricardo Passos






















Usa a experimentação da obra literária como cavalo para conteúdos reflexivos. Demonstra ostracismo e a passividade do eu-lírico com passagens geradoras de desconforto e confrontamento que causam um sentimento de inquietação no leitor. Imprime de maneira sensível, e não menos arrebatadora, seu produto artístico, injetando fomentadores de questões profundas e filosóficas. Transpõe a dificuldade estética de adornar a literatura com a filosofia demonstrando um talento indiscutível.

blog:

http://ricardo-passos.blogspot.com/

domingo, 25 de abril de 2010

Sobre André Rodrigues

















Dono de um estilo que muito me inspira esse moço encanta com obras autobiográficas. Traz relatos que descrevem sua vida e suas experiências e conta num tom absorto e não menos debochado as realidades sob seu olhar quase ingênuo e deslumbrado por tudo. Tem linguagem própria com larga influência do Beat Generation. A leitura de André deve ser sintonizada a altura específica, exige-se do leitor certa sincronia. Se isso não for feito corre-se o risco de não compreender-se a totalidade que imprime.

sábado, 24 de abril de 2010

Sobre Iriene Borges




















Sua poesia traz um tom lúgubre, desesperançoso que beira o belo. A dicotomia entre o sofrimento, o martírio e a beleza se fazem presentes na poesia dessa escritora. Entre as elegias e a desintegração humana baila lúcida, invejável em suas construções puras e sonoras. Exalta o objeto dando formas quase humanas a ele, ou seria o contrário?
Beira o mito-esfinge numa busca interna do decifra-me ou devoro-te.


blog:
http://vozdeeco.blogspot.com/

participa:
http://falopios.blogspot.com/
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http://cdeassis.wordpress.com/
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http://bardoescritor.blogspot.com/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre Roberto Klotz






















Cronista cheio de humor e talento. Empresta peripécias gastronômicas, conquistas sexuais bem sucedidas ou não e experimentações cotidianas reais ou não aos seus personagens. Tarefa complicada é não rir das surpresas que o escritor imprime em seus escritos.
Escreve para o Correio Brasiliense e é jurado de concurso literário.

blog:
http://robertoklotz.blogspot.com

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sobre Sara e Safo


















Sonetista que se dedica às métricas com devoção. Imprime a rima e a sensualidade em sua obra de maneira fluida e nada leve.
Sara usa Safo como heterônimo para imprimir uma verve ainda mais sensual com forte apelo lírico, a semelhança não é mera coincidência, pois traz fortes influências da poetisa lírica da Antigüidade.
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Escreve em blogs:
http://sarahsarah-magmah.blogspot.comhttp://safoapoetisa.blogspot.comhttp://sarah-magmah.blogspot.comhttp://magmah-magmah.blogspot.com/
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nos sites:
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=31744http://www.avozdapoesia.com.br/magmah

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Entrevista com Flávia Perez

















UE – Hoje entrevistamos Flávia Perez, autora do livro Leoa ou Gazela, todo dia é dia dela editado por nós. É um prazer Flávia poder te ter como parceira e uma felicidade imensa você ter optado pela Utopia.

UE – 01. Sua escrita é ácida e envolvente, o que te inspira?
FP – Estar apaixonada ou em vias de estar, conversas na internet ou fora dela, pessoas irônicas (adoro), com respostas rápidas (adoro plus!), raiva, injustiças e sacanagens, mitologia, ciências (minha segunda maior fonte), uma palavra dita por alguém e que na hora me dá um choquinho na cabeça...

UE – 02. Qual a sensação de editar?
FP – A sensação inicial é de posteridade-imortalidade- completude-mission acomplished-agorapossomorrer, mas depois a gente vê que tudo é mentira. É como comer em restaurante japonês: logo a gente fica querendo editar de novo.
E, se você não faz marketing, (e hoje em dia então, nem se fala!), se não faz um “social”, berra os poemas em saraus, nem faz teatro na hora de declamar, ninguém gives a shit. Dá trabalho, e trabalho é coisa que detesto. Mas estou fazendo, perdendo a timidez, senão as “crianças” não saem das caixas. Só não vou dar pra crítico nenhum, nem pagar pra ser mencionada. Questão de nojo e princípios, respectivamente.

UE – 03. Percebe-se em sua fala um tom de revolta que contrasta por vezes com seu lado feminino e pungente, essas duas personas coabitam em você?
FP – Acho que é hormonal, terrivelmente hormonal. Sou uma escritora bicho. Quando estou nos dias bons me derreto em poemas de consentimento, amores-daçados, entrega, femeazinha mostrando a bunda-poema vermelha pro macho. Outros dias estou
com a leoa e minha ironia ou raiva dão aos poemas-patada esse ar de revolta. Mas não é revolta, acredite, mesmo quando faço poemas cheios de ódio e TPM me divirto pacas!

UE – 04. Acha que ser mulher ajuda ou atrapalha no meio cultural?
FP – Atrapalha ao topar com tipos machistas que só gostam das escritas de seus companheiros de boteco e das mulheres a quem eles acham que podem comer. E depois fico puta da vida de não poder reclamar sem medo de parecer uma “feminista carente” ou histérica. Nessas horas dá vontade de matar a mãe do Freud.

UE – 05. Observa-se que muito dos seus poemas são respostas ao que te atormenta ou até do que te faz rir, isso também te impulsiona?
FP – Nossa, isso é o que mais me impulsiona: tesão e paixão. A paixão-tesão pra lutar contra algo também. Se não estiver com raiva, com ódio ou amor, produzo muito menos. Acho que nos meus períodos de relativa paz com tudo ao meu redor, meus textos por demais sem sentimento, frios, com técnicas e joguinhos de palavras, mas carecendo de história ou nexo que me satisfaça.

UE – 06. É uma poetisa visual, bonita e inteligente. Usa de sua imagem para atrair novos leitores?
FP – Não de propósito. Mas sei que sem querer isso me serve como capa de livro, letreiro de cinema, manchete de jornal, porque ainda não sou conhecida como gostaria. É um abre-alas. Quando estiver velha e feia vou fazer o “Cora-Coralina way” (sem querer me comparar à qualidade dela, pelo amor de deus!). Espero na velhice agradar mais algumas mulheres. Em suma, coloco minhas fotos porque EU gosto de olhar pra mim (risos). Um dia não vou gostar mais, tenho que aproveitar agora.
Porém alguns tipos não levam fé na minha escrita por preconceito: “como pode ser bonita e escrever bem?” Também pelo fato de ser muito besteirenta fora dos textos, não me levam à sério. Mas, uma vez constatado o erro de julgamento, viram leitores. Depois que lancei “Leoa ou Gazela”, várias pessoas disseram estarem “surpresas” com ele. Devo ter cara de imbecil, pra que seja tanta surpresa o fato de conseguir prender o leitor até o final do livro!

UE – 07. Acha que a internet serve como ferramenta para novos escritores?
FP – Sim, mas sometimes o povo não compra livro pensando que vai achar tudo na net. Comigo enganam-se, pois os poemas do livro, salvo pouquíssimas exceções, não estão em blogs, sites, etc. Existem alguns nos computadores dos meus leitores, mas são versões primeiras de poemas que só considerei finalizados porque e quando foram publicados em papel. Os de internet mudo a toda hora. Não me desespero com a internet, na livraria há “imortais” comendo poeira de tanto ficar na prateleira. Até os ex-marginais que agora são clássicos, como Ana C. Cesar (encomendei na livraria, mas desisti de comprar. Deixaram lá pra venda Está até hoje. Cinco meses). Tem quase tudo dela na internet! O Carpinejar lançou um livro com o conteúdo do que escreve no twitter, faça-me o favor! Tenho dó de quem comprou: podia ler de graça. Tô respondendo mais do que o perguntado.

UE – 08. Citaria novos escritores que admira que conheceu no meio virtual ?
FP – Múcio Góes e Valéria Tarelho não são novos, mas são meus ídolos, assim como sou fã de Antonio Marianno, Lau Siqueira e muitos outros. Mas, novo mesmo...deixa ver: Anderson H., Ukma, Magmah, Ana Sisdelli, Heloísa Galves, Sheyla de Castilho são meus preferidos, pois tem maior quantidade de qualidade, entendeu?

UE – 09. O que está lendo hoje?
FP – Hoje começo e não termino de ler nada. Comecei mais um do Cortázar, um do Alejo Carpentier, comecei os ebook da Ukma, da Magmah, um livro maravilhoso que recebi do Lau Siqueira, comecei o Lobo das Estepes...acho que estou lendo todos. Sofro de falta de tempo pra correr atrás do meu atraso literário! Quando engatei a escrever mesmo, em 2007, foi que comecei a ler os “indicados” e ainda por cima fui me interessar pelos novos, a cabeça roda, misturo teorias e histórias.(risos).

UE – 10. Quais suas influências?
FP – Se eu disser que não sei, não fique brava, não entendo disso, mas talvez, por ter lido Leminski, Hilda Hilst, Neruda depois que entrei para o BDE... Lia Bruna Lombardi quando moça, lia a Biblioteca das Moças (risos), Anderson H. me influenciou bastante. Betty Vidigal também. Mas não creio ter o estilo de nenhum desses.

UE – 11. Quais suas outras obras editadas?
FP – Só mesmo o “Leoa ou Gazela, todo dia é dia dela”. Meus livros são temáticos, precisei fazer isso devido ao volume de coisas que quero mostrar, tem que ser um pouco de cada vez. Leoa ou Gazela editei antes que me faltasse coragem, pelo conteúdo erótico e que pode ser ou quase confessional. Outras já registradas, esperando publicação são: “A Filha de Capitu”, “Não Culpem Nelson Rodrigues”, “Musa Marginal”, e em produção: “Norma, a Inculta’ e “O que Mariazinha foi fazer atrás da dobra Temporal?”

UE – 12. Onde encontrar Flávia Perez e sua obra?
FP – O livro, na Editora Utopia, na Além da Lenda, Livraria Cultura, outros poemas, nos meus blogs sempre em reconstrução e redecoração (Volúveis.Voláteis http://tudoqpuderbyblabla.blogspot.com/ , BláBláDemais http://calabocablabla.blogspot.com/, Musa Marginal http://musamarginal.wordpress.com/ ...), nos blogs e revistas eletrônicas para os quais fui convidada ou nos quais me enfiei na cara-de-pau( Falópios, Bar do Escritor, Vale das Sombras, Clube Caiubi, Página Cultural, Gosto de Ler, Álbum Palavra, Pó&teias...). Eu, às vezes vou no Sarau Politeama, no Sopa de Letrinhas raramente, e no twitter, facebook e orkut (lá sou a BláBlá).

UE –13. O que te impulsiona à escrita?
FP – Gosto de mostrar o poema para o meu amadinho do momento, gosto da satisfação e alívio que sinto ao ver o ritmo ou exatidão quando leio (meu único sintoma de obsessivo-compulsiva é esse: o ritmo, a rima e a construção, faço por motivo de saúde mental). (risos). Agora, o que me faz escrever mesmo, mesmo é ver, sentir a reação dos leitores. Sou movida a isso.

UE –14. O que te encanta, o que prende seus olhos?
FP – A intensidade, a loucura, o que não é completamente dito, o desconhecido, o longe demais pra se ir o corpo, extraterrestres que parecem gente, homens que são machos o bastante pra ter cabelos compridos, conviver e viver entre as mulheres com respeito, sensibilidade e gentileza, homens em macacões de corrida e capacete, cavaleiros-andantes-salvadores-de-princesas modernos, tigres, leões, lobos, pessoas que são como os tigres, leões e lobos, pessoas com capacidade de amar sem serem amadas, todas as ciências biológicas, tanta coisa...

UE –Muito obrigada, querida!

Leoa ou Gazela, todo dia é dia dela, de Flávia Perez






















R$15 reais
Peça o seu pelo e-mail:
flavia_perez@hotmail.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Entrevista com Celso Mendes



UE – Hoje entrevisto Celso Mendes, autor do livro Trajetórias, editado por nós.
É prazer e honra estar com você, Celso!

UE – 01. O que te levou a editar?
CM – Escrever um livro sempre foi um sonho, mas distante. A oportunidade de começar a postar em comunidades da Internet foi um grande passo, uma escola onde pude praticar, aprender e aperfeiçoar meus textos. Após alguns meses de postagem, com incentivo de amigos (aqui uma especial influência do Cesar Veneziani) e de minha família e com a abertura dada pela Editora Utopia, este sonho acabou se realizando bem mais cedo que planejava.

UE – 02. Foi difícil editar?
CM – Bem mais fácil do que imaginava. Tive um bom apoio e orientação da editora e as coisas fluíram sem problemas.

UE – 03. Na apresentação de seu livro coloca uma frase onde afirma não ser escritor, acredita nela?
CM – Sou médico. É a minha profissão. Escrever foi um hobby que comecei a colocar em prática há pouco mais de um ano, quando fui convidado a participar do BDE, comunidade de escritores da internet. Se publiquei um livro, posso agora me considerar escritor? Ainda não sei...

UE – 04. A sua profissão é muito interessante, pensa em escrever crônicas a respeito?
CM – Talvez um dia explore esse lado sim. Há muita coisa interessante para falar sobre o tema, principalmente na minha especialidade (pediatria) onde vivencio a ansiedade de famílias em torno da saúde dos filhos, que gerariam textos de trágicos a cômicos certamente.

UE – 05. Traz um estilo leve e muito musical em sua poesia, tem alguma influência musical?
CM – Adoro música. Sou bastante eclético, mas trago da infância e adolescência a influência principal do rock. Passei minha adolescência ao lado do rock progressivo de Pink Floyd, Gênesis, Yes e Cia Ltda, além de várias outras vertentes musicais também, inclusive de MPB.

UE – 06. Citaria algum escritor da atualidade que admira?
CM – Admiro muitos, evidentemente. Entre os que estão entre nós ainda farei duas menções que me vieram de imediato à mente:
Manoel de Barros e Luís Fernando Veríssimo.

UE – 07. Acha que a internet serve como ferramenta para novos escritores?
CM – Claro. Afinal, graças a ela pude publicar esse livro. Evidentemente que temos que separar o joio do trigo, pois internet é território livre e se vê de tudo nesse território.

UE – 08. Tem blog?
CM – Já tive e desativei. Já perco mais tempo que deveria, pela correria de minha profissão, na internet. Mas pretendo voltar a criar um...

UE – 09. O que tem na sua mesa de cabeceira, o que está lendo?
CM – Semana passada recebi: Almas Costuradas, do Ruy Villani e estou me deliciando com ele no momento.


UE – 10. Tem alguma influência literária?
CM – Várias. Mas sempre gosto de citar quem me fez interessar por literatura ainda criança: Monteiro Lobato. Entre poetas não há como não citar Drummond, Bandeira, Leminski, Manoel de Barros e Quintana, entre tantos outros gênios de nossa literatura.

UE – 11. Há quanto tempo escreve?
CM – Sempre gostei de escrever. Mas como atividade regular e de criação, após entrar no BDE, há pouco mais de um ano. Ainda assim como hobby e distração apenas. Mas é uma coisa que vicia, então continuo, apesar do pouco tempo disponível.

UE – 12. Gosta de sua literatura ou ainda se sente inseguro?
CM – Acho que adquiri uma certa maturidade e com ela mais segurança. Mas estou muito longe ainda de me considerar um escritor que dispense qualquer crítica. Ainda preciso delas pois sou um aprendiz. Estou mais exigente comigo mesmo, até por isso talvez tenha diminuído a freqüência de postagens nas comunidades. Mas estou satisfeito com o resultado obtido em vários textos que criei sim. Releio alguns às vezes e não tem como não sentir uma satisfação meio narcisista. Afinal quem não gosta de suas crias! Mas também reconheço que já escrevi muita porcaria descartável.

UE –13. O que te impulsiona à escrita?
CM – Sempre fui calado e tímido. Sempre consegui me expressar melhor escrevendo do que conversando com alguém. Escrever permite me expressar com outros e comigo mesmo; desnudar-me; descobrir meus próprios segredos. É uma terapia.

UE – 14. Onde encontrar seu livro?

CM – Por enquanto estou disponibilizando-o apenas em pedidos via e-mail: é só escrever para acelsom@gmail.com mandando um endereço para onde eu possa enviar o livro e passo os dados para depósito em conta corrente. (R$ 15,00 pessoalmente e a R$ 17,00 pelo correio)

UE – Obrigada pela confiança, meu querido!

Trajetórias, livro de poesia de Celso Mendes






















R$17,00
Peça o seu por e-mail:
acelsom@hotmail.com

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Entrevista com Cesar Veneziani




















UE - Hoje entrevistamos Cesar Veneziani, autor do livro Asas, editado por nós.
Ressalto que é um prazer estar com você, Veneziani!

UE - 1. Há quanto tempo você é escritor?
CV - O “ser escritor” implica em admitir uma série de pressupostos... Como amador, escrevo regularmente há uns 4 ou 5 anos, mas sempre me interessei por literatura. Este interesse me fez buscar cursos, ler muito e sempre procurar aprender para escrever num bom nível. Não creio que isso me torne um escritor!

UE - 2. Quando e como você descobriu esse talento?
CV - Sempre gostei de escrever, sempre tive alguma facilidade pra me expressar por escrito, mas nunca tive a necessidade de tornar essa aptidão (não diria talento!) mais efetiva. De 2005 pra cá sim. Uma série de acontecimentos em minha vida pessoal me fizeram buscar certas necessidades que sempre se mantiveram encubadas e que eclodiram a esse tempo. Depois cursos, saraus e participações em eventos me levaram a ganhar experiência.

UE - 3. O que te atrai na profissão de escritor?
CV - Bem que eu gostaria de exercer a profissão de escritor... Como poeta amador, o que me atrai a seguir sempre mostrando meus poemas é sentir a reação do leitor. Quanto mais manifestações favoráveis percebo, mais indicativos tenho de que estou no caminho certo!

UE - 4. Possui outra atividade profissional?
CV - Sou Operador de Reator Nuclear no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da Comissão Nacional de Energia Nuclear. O IPEN fica no campus da Universidade de São Paulo. Infelizmente poesia, mesmo para os profissionais da área, aqui no Brasil não garante o sustento de ninguém!

UE - 5. Já disse que traz um traço feminino em sua obra, acredita nisso?
CV - Acredito sim. Meu “eu lírico” traz uma certa sensibilidade que leva em conta o universo feminino. Consigo atingir esse universo através de um olhar diferenciado.

UE - Você tem um estilo, uma tendência em seus textos? Possui um público alvo?
CV - Bem, como o ato da escrita em mim é relativamente recente, ainda não consegui formar um estilo, mas ultimamente tenho buscado trabalhar melhor ritmo e sonoridade em meus versos. Busco juntar as semelhanças de som e sentido nas palavras pra que elas bailem por si só em meus poemas.

UE - Foi difícil publicar?
CV - A decisão de publicar foi difícil sim. Escolher o que ia ser publicado também. Mas o trabalho desenvolvido pela Utopia Editora foi impecável, exemplar e extremamente profissional, o que garantiu ao livro pontos muito favoráveis nos quesitos de responsabilidade editorial e gráfico. Sou muito grato!

UE - Tenta passar alguma ideologia em sua obra?
CV - Não, nenhuma. É apenas a manifestação da minha forma de perceber coisas e de colocar no papel essa percepção, nada mais.

UE - Como é feita a divulgação de seus livros?
CV - Pela internet através de blogs, comunidades, listas de discussão e fora do mundo virtual através de participação em saraus e eventos culturais.

UE - Escritores de São Paulo recebem algum tipo de incentivo (financeiro ou publicitário) de governo, de empresas privadas ou da imprensa?
CV - Bem, existe sim, mas através de projetos de incentivo que eu nunca busquei. Não me dou muito bem com burocracia. Esses projetos envolvem processos e mexer com essas coisas sempre me atemoriza!

UE - Qual a aceitação dos leitores com relação à suas obras?
CV - Felizmente tenho um retorno bastante bom em relação ao livro que já conseguiu uma venda expressiva. O resto dos meus poemas também tem conseguido uma receptividade bastante boa no blog, nas comunidades que participo na internet e nos saraus e eventos onde os apresento.

UE - Quais são os seus planos para o futuro?
CV - Estudar sempre e ler muito pra evoluir no que escrevo. Eventualmente em uns 2 anos, caso a produção até lá resulte em material suficiente, publicar um segundo livro!

UE – Cite alguns escritores de sua geração que admira.
CV - Bem, impossível não citar Leminski. Outro que considero gênio, mas que ainda está por ser descoberto, inclusive pela mídia, é Múcio de Lima Góes.

UE – Como adquirir seu livro?
CV - Através de contato pessoal pelo endereço de email clvenezi@hotmail.com

UE - Obrigada, mais uma vez, meu caro! É prazer e honra tê-lo como parceiro!

sábado, 23 de janeiro de 2010

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